Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Da Liberdade do Paradoxo





Não suporto ternura desperdiçada, nem minha, nem alheia. Nada deve ser reprimido. Nem mesmo "coisas" com a raiva. Então por que, qual seria o argumento plausível para matar um afeto? A raiva?? O ego?? a auto-presevação?? bom, esta última hipótese é a que me convence, por enquanto. Porque que o mundo está difícil, isto está e todos sabemos. Tem muita doidera, no mal sentido, por aí.
Mas será que a nossa dureza cotidiana não disfarça ainda apenas a mesma coisa? A boa e velha repressão do sentir/expressar prazer? Sim, pois a senhorinha pode sorrir para o padeiro em agradecimento ao pão sovado por suas mãos, mas a moça bonita o deixaria constrangido, talvez ou pior ainda, assanhado equivocadamente. Outro dado relevante é que parece, que até aqueles que trepam, mais que moleque em cerca de fazenda, têm se valido do mesmo recalque. É como se tivessem que transar escondidos de si próprios e de suas verdadeiras motivações, rápido e com o maior número de parceiros possíveis, para das "experiências" nada viverem de singular.

Acho que é preciso vivenciar todas as emoções, até mesmo para abandoná-las se assim for a hora. Nenhuma é maldita. Todas são experiências que podem virar algo bom. Por exemplo, tudo nessa vida acontece entre duas polaridades. A positiva e a negativa.É no meio da diferença, que está a liberdade e também o paradoxo. Ou quiça a liberddade do paradoxo.... É certo que há exatamente o que tem que ocorrer, quando estas polaridas se encontram num mesmo contexto. O problema é que, as vezes, cada qual está exclusivamente em sua circunferência particular e aí fica difícil qualquer interceção, ainda que haja muita querência. E isso é a única pena da vida. Aquilo que nos negamos, ou que nos negam, por simples obstinação e não por escolha. Sim, pois a escolha é sagrada. Sempre! Mas quantas vezes escolhemos???

Pensando em coisas assim, eu descobri porque eu ESCOLHI praticar a afetusidade. Porque me dá prazer. E não desperdiço meus afetos, que devo confessar - um tanto envergonhada - estão cada vez mais raros também, por osmose. Mas creio ainda naquela boa e velha história: fazer amor sempre foi e será mais gostoso, talvez e quase com certeza, não por nenhum pudor, mas porque nessa ocasião a gente se permite também ao ridículo da afetividade pura e simples, como a eforia de beber água da bica.
( claro que isso não significa apologia às instituições falidas e nem ao papai e mamae da santa culpa e nem a monogamia, porque afeto não tem cor, nem modelo tamanho único e pode acontecer num segundo eterno de dois tempos, que nunca mais se encontrarão).

Puxa ficou parecendo texto de auto-ajuda de site de relacionamentos...hahah..mas não apagarei, pois recebi/troquei tanto afeto agora, que me permito ser um pouco ridícula. A alegria sincera também nasce do desapego da pose. HA HA HA HA
lembrando que: De pensar morreu o burro. As vezes é mesmo melhor cessar as armadilhas da racionalidade e apenas se entregar as sensações. E se o sentir da hora foi ruim, aniquile-o com um outro que você, com certeza, conhece ou almeja. Não reprima apenas rejeite o que não te serve. Ou unicamente tente! Como diz uma norma de segurança da filosofia prática SwáSthya Yôga "Esforce-se sem forçar", mestre DeRose (educador, codificador do Swásthya Yôga)

Domingo, 6 de Julho de 2008

CERTAS MENINAS QUE RIEM DE CHORAR



Foto Acheite




São Paulo, capital, hora do Jornal Nacional, da sacada uma janela aberta chama meus olhos. Lá, na tela da grande TV, Fátima e Wiliam falam das aberrações e injustiças do dia, enquanto uma bela garotinha apenas dança. Ela já traja pijamas, mas empolgada como se sentisse o primeiro raio de sol nas ventas, rodopia, saltita e sorri muito, emanando ao universo a energia cheirosa da inocência. Ela está sozinha na sala que vejo, da varanda aonde respiro a metrópole. Naquela menininha me revi. Quantas e quantas vezes houve música suficiente em mim para bailar qualquer tempo ou tempestade, com a mesma leveza das crianças que são super-homens e mulheres-maravilhas invencíveis, simplesmente porque pensam e, portanto, vivem no instante presente, vivem exercitando a presença...
Lembrei do super-homem de Nietzsche e seu conceito de superação através do enfrentamento do presente e das suas contradições. Concordo.

Eu não aprendi o que o tempo é. Nem aonde termina. Dizem que cura tudo. Também não consegui mitificá-lo, a tal ponto. Acho que ele, assim como tudo, é o que acreditamos que seja. Decidi não temer esta ‘entidade” e ponto. Nunca estive submissa a ele, ao contrário procuro fazer amizade. Curti-lo, no que tem de melhor. Não é o tempo que nos faz finitos. É a dor. Só ela nos encerra na mediocridade de uma única emoção. “Infelicidade é questão de prefixo” já disse Guimarães Rosa.

Quando um cansaço de séculos de incomprrensões me encontra, sei que apenas preciso dormir mais, ainda que seja urgente permanecer sempre lúcida e acordada. Assim como a garota “pirueta de pijama” eu ainda não entendi o mecanismo de algumas coisas. O quebra-cabeças delicado de encaixar os meus desejos nos desejos do mundo, a minha vontade, na lógica do contexto, ainda me parece intelinigível, ainda que seja, formalmente, um brinquedinho bastante apropriado para minha idade. Quando esta ansiedade me entristece, eu apenas procuro uma janela, procuro fechar os olhos, para me ver, respiro e depois finalmente enxergo meninhas livres, leves e soltas, que me lembram que sofrer é um valor judaico cristão, que nunca me pertenceu. Nunca quis disputar o reino dos céus com os “privilegiados’ fracos e oprimidos. Sou devota da alegria!
Não por coicidência, na entrada da casa dos meus amados, pai e Izildinha (a sacada em que estava), o visitante se depara com um balaio de maracas, chocalhos e outros instrumentos de percussão, além das bailarinas de Degah e outros elementos coloridos, que nos remetem ao prazer e a alegria de estarmos vivos, ainda que cercados de algumas transitórias e inevitáveis frustrações e dúvidas.

Sábado, 21 de Junho de 2008

JAZZ





A alma é menina o bastante para sussurrar cantigas de amor nos ouvidos de surdos.


Não há um segundo à gastar com o perdão. Palavra “bonitinha , mas ordinária”, que nasce da culpa, a ilusão maior da ignorância.

E se tudo é questão de pontos de vista.....como vivenciar a mesma noite, se para você a lua talvez seja só um astro e eu nela veja o dragão, o conto de fadas , o desenho do ÔM ( símbolo universal do yôga, corpo sonoro do absoluto) , além dos sorrisos que ela me ri, quando boba, eu chovo pelos olhos mesmo sabendo que nunca estarei seca????

O que sabemos afinal? O que se observa, até agora, é que nós humanos temos formas engraçadas e surpreendentes de intercecção, que para alguns só se consuma em vendados intercursos carnais e para outros explodem no olhar, sendo que até chegarem no baixo ventre já percorreram mil vezes o infinito.


Só sei que hoje eu quero ficar ouvindo jazz embaixo da coberta e me embriagar do amor que você canta em meus ouvidos colibris. E amanhecer perfumada deste cheiro de cavalos selvagens, misturado a um aroma de maças com canela, que exala dos nossos desejos.

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Você tem medo de fantasma??




Superar limites é um dos sabores mais agridoces da vida. Por um lado, o azedume do medo, o peso do bem possível “não consegui” e de outro o melado da descoberta: eu posso, mesmo com medo. No meio termo está a tentativa, que por si mesma é nobre o bastante para redimir tudo aquilo que não pudermos mesmo realizar. Tentativa é auto-entrega.

Pode parecer amarga a frase de Federico Felline que diz “só existimos naquilo que fazemos”.....mas é acalentadora se pensarmos em fazer não apenas como um verbo exterior e sim um tempo interno, aonde nos remexemos o tempo todo em busca das melhores posições, dos melhores ajustes.

O medo, por exemplo, é um dos mensageiros da morte. Ele, muitas vezes impede o vivenciar. Se acreditarmos naquilo que ele sopra levianamente em nossos ouvidos infantes seremos prisioneiros do pior cativeiro: o imaginário.

Falar é fácil. Falar de medo não é sentir medo. Sim, eu garanto que sei disso. Assim como de todos os outros paradoxos adjacentes. Eu, por exemplo, já pulei de precipícios – ops..emocionais – principalmente...risos , aonde nenhum medroso ousaria pensar, mas tive crises de pânico dentro de um simples e seguro elevador, talvez porque minha mente prefira o tombo à prisão.

É. A vida interior nem sempre é lógica. Tem gente cuja pele é apenas invólucro protetor e esses, estatisticamente, acabam se machucando mais do que os que fazem dos poros, janelas para experenciar.

Para quem é levada da breca, como dizia minha avó, mais medos haverão, suponho. Talvez por isso, meus sustos não caibam escondidos debaixo da saia. Eles rodopiam minhas certezas, em praça pública e certas vezes ralam meus joelhos nos tombos infantis. Queria que todos os meus medos explodissem de repente no ar, como bolinhas de sabão, de forma bonita e suave. E nesse querer vou me soprando para frente...avante , avante...até um dia...

Às vezes fecho os olhos e imagino a vida como uma menina sapeca, uma amiga risonha, vestida com todas as cores do arco-íris, carregando margaridas nas mãos e convidando a gente para brincar. Pode ser perigoso, mas é sempre irresistível ir em frente!

E porque trabalhar com arte é um ato de coragem e de amor e porque só os que sentem medo e continuam são capazes de levar "o sol na boca", é com alegria que convido quem estiver no Rio de Janeiro todas as quintas -feiras de junho e julho a se deliciarem com as travessuras dos artistas Claufe Rodrigues, Mano Melo e Monica Montone, no Canequinho em shows inéditos de poesia, música e teatro. Confira!!!

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

ANDARILHOS EM CAMBALHOTA


foto Luis Miguel Mateus



Você não é meu destino. Minha viagem é pessoal. E essa solidão não dispensa sua companhia. Ao contrario. É este encontro que pare nossa brincadeira. E clamemos junto de Adélia Prado: “oh Deus livra-me de ser grande”. “Gente grande” quase sempre não lembra da emoção de brincar junto, sem compromisso, “sem desespero, sem tédio e sem fim....”

“Gente grande” às vezes fala muito. Perde tempo. Cansa. Eu mesma já disse tanta ....M crendo ser inerente ao meu coração tornar o amor palpável na palavra. Mas não adianta. Amor é como amarelinha, ciranda, esconde-esconde, pega-pega (humm). É um fazer. Um fazer sentido. Acontece de repente, quando dois se pressentem num sorriso uno, o do prazer compartilhado.

“A maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar” Nietzsche. Então proponho que pensemos em nossos namoros sob esta ótica brincalhona.


Nietzsche também aventou a possibilidade de que qualquer soma de indivíduos, comunidade, sociedade, de certa forma, vulgariza os seres. Fernando Pessoa via os amores vulgares , aqueles cujas sentenças - inclusive sexuais - são determinadas pela tradição, como o inferno dos homens e assim pedia alforria dos afetos, em versos diversos. Mas ......é junto do outro - aquele que escolhemos nosso bem querer - que a gente se regala. Falo de gente, que em primeiro lugar pode consigo. Gente que se toca, se afeta, se quer.

Sim, namorar, por vezes, pode até ser somente um ato vulgar, que corrompe a lucidez, mas em todas as infinitas outras formas será sempre a melhor “sombra e água fresca” das mútuas caminhadas.

Afetos são assim feito ávores. Dos cumes, você pode enxergar um mundo mais colorido, amplo e ventilado de posibilidades, ou também , por escolha intrasferível, usá-los de parapeitos ideais para laçamentos suicidas rumo às quedas, que deveriam ser processos individuais. Cada um tem suas preferências e tem também aquelas vezes em que a gente queria apenas curtir a paisagem e escorrega na neurose, mas acidentes afinal acontecem e pular de galho em galho também é um instinto ancestral, uma brincadeira inocente de criança irriquieta. Uma hora perde a graça, ou não...depende do brincante.

De qalquer forma, creio que namorados são seres à margem do bem e do mal.

Para refletir:...........

Friedrich Nietzsche ( Além do Bem e do Mal)
“Os mesmos afetos, no homem e na mulher têm ritmos diferentes: por isso homem e mulher não cessam de se desentender “

“O amor a um único ser é uma barbaridade. Pois é praticado às custas de todos os outros”

“Por fim amamos o próprio desejo e não o desejado”

“Se treinamos a consciência, ela beija enquanto nos morde”

Sábado, 31 de Maio de 2008

'" Tudo é Possível. Só eu Impossível"



SAIOTE


Tem um mundo debaixo da saia rodada dela
Pé de moleque
Sabiá
Goiabada
Flor
Rio
Melado de bombocado
Avoa tudo, quando a moça se bota à dançar com a vida
A chita chacoalha
E a imensidão acontece
Por Carol Montone

Então ...faz tua saia (calção) de asa e pratica o encantamento por aí.....pratica o contentamento de estar vivo.

foto: olhares
título: Drummond

Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

UMA AVÓ DE DAR ÁGUA NA BOCA


foto Alberto Viana


SEGUE ABAIXO A MISSA DE SÉTIMO DIA PARA MINHA ETERNA AVÓ

“chorei.... eu chorei de dor porque....Iolanda meu grande amor foi você....”

Diz a lenda que um certo Deus criou o mundo em sete dias. Ontem foi o sétimo dia da empreitada de reconstrução do mundo que eu conhecia, aquele aonde morava a minha Esperança. Por não ser deusa, estou longe de dar o trabalho por concluído. Tem sido uma experiência desafiadora arrumar a “casa” e continuar feliz, como ela sempre quer.

Minha avó Iolanda Esperança, aquela que não costumava esperar dos outros e fez acontecer sempre, teve que seguir viagem. Não pôde deixar endereço. Foi para este tempo estranho, que um dia me chegará também. Nada ficou deserto. Ao contrário, meu coração transborda daquele verde esmeralda dos olhos mais vívidos que me viram. Os da minha avó, meu seio farto de acalanto, meu encanto. Ela sempre soube que eu seria sempre uma menina grande. E ria e gostava de saber que eu era um tempo, um momento de interseção entre tudo que fui e serei. Minha avó gargalhava tão gostoso. Era um misto de inocência e safadeza indescritível.

Não havia estranhamento entre nós. Podíamos resolver pular amarelinha juntas, vez em quando, a despeito dos RGs das décadas de 30 e 70. É que minha avó era igualzinha a mim, neste sentido. Ela corria o risco de parecer ridícula. Na verdade, nem se atentava para isso, estava mais preocupada em fazer, ou pelo menos tentar, do que em explicar-se. Talvez tenha lhe faltado um pouco de discrição, mas nunca de ousadia para trasncender-se. E neste sentido tenho muito que aprender. Ela me ensinou a não julgar. Não com sermões, mas com ações. Ensinou na prática o que é fazer a minha parte e deixar acontecer.

E minha avó, apesar de ser de “outro tempo” acreditava em novas idéias. Gostava de atraí-las. Ela nunca me disse que arte não dava vestido. Ao contrário sempre decretou : “então vá Carolina, vá trabalhar e preste atenção na vida, tome cuidado e continue! “E é por isso que eu sempre voltei cheia de saudades.
Minha vó era como a letra do Adoniran .....ela não reclamava. “Não reclama. A chuva levou só sua cama. Amanhã você constrói um barraco ainda melhor”....foi assim com este tipo de canção que ela embalou meus sonhos.

Foi minha vó também quem me mostrou a diferença em fazer as coisas com prazer. Nossa!!!! Que experiência sensorial maravilhosa é amassar um pão, dar comida para o cachorro, lavar louça, beber água, enfim fazer qualquer coisa com vontade, curtindo as descobertas mais sutis. O maior prazer dela era cozinhar. Era aonde sua loucura alquimista estava institucionalizada, risos. Ela não seguia receitas. Tudo era feito com pitadas e punhados de ingedientes variáveis, nunca com gramas , colheres de sopa e afins. Era imbatível na arte de deliciar-nos. Talvez tenha sido assim também na receita de educação de meu pai e meu tio e talvez por isso eles sejam pura gostosura. Ela não era italiana. Meu avô é que era, mas ninguém dançava tarantela como aquela mulher. E vivi alguns dos momentos mais felizes de minha vida, entre uma rodada e outra desta dança, que aprendi.

Não é porque o colo daquela esperança foi o mais quente, que a vida me deu que chorei de amor. É porque companhia como a dela será difícil de encontrar. Ela era inteira. Não estava em busca de metades culpadas ou inocentes de suas próprias loucuras. Ela era louca assumida e ponto. Só quis sempre compartilhar tudo de bom que tinha, com todo mundo. E de santa não tinha nada, ainda bem. Quando errava, não rezava...fazia algo de bom. Choro agora ao lembrar que foram raras as vezes que vi minha avó chorar. Quando ela estava triste, culpada , contrariada, ou etc...ela também fazia.

É como disse o poema de Quintana...” e ao relembrar-te a gente diz parece um sonho que ela tenha vivido” aqui junto de mim..... Minha avó é alegria sincera, livre das demandas mais usuais. Ela tinha medo de morrer e não morrerá nunca porque , como disse Clarice Lispector “aonde houver uma mulher com seu príncipio ela viverá”. Desde que ela partiu, toda vez que uma melancolia tenta roubar-me a paz, tenho sentido de forma diferente a quentura do sol, o azul do céu, o barulhinhos dos passarinhos...a vida e tenho certeza de que estas sensações são abraços dela, não mais personificada, mas diluída em tudo que é vida.

A notícia de que a cabeça de minha avó explodiu em lágrimas de sangue foi triste por demais. Mas por que se ela sempre foi tão alegre?????? Por que este quando é justo agora??? Quando uma guerreira cheia de força, poder, energia, amor, alegria e coragem tem que trilhar outros rumos, tudo que ficou se esfumaça, como se faltasse o comando. Fica um pouco de medo e a vontade de honrar o trabalho feito. Permanece muito mais: a gratidão e a alegria de ter lutado junto.
Poderia encher páginas e páginas de amor pela minha avó. Paro por aqui agora. E paradoxalmente seguirei repetindo esse amor até o sempre.
“Eu te amo, amarei, amaria e seguirei amando, porque o gerúndio deste amor é o único que me cabe”....sua neta Carol Montone, sua Carolina

Domingo, 11 de Maio de 2008

Só os que parem sua revolução são felizes



imagem: Aquilas

"As mães são o maior partido conservador do planeta. As mães são o DNA da tradição social".....Gaiarsa.

Fujo desta condição, sempre! Mesmo que, as vezes, ela me alcance continuarei em busca de uma outra forma.....a minha.

Obrigada meu filho Cauã, por me parir sua mãe a cada novo tempo de nós dois. Obrigada mamãe, por parir a minha vontade de vir e também pela companhia amorosa e muitas vezes coruja, na caminhada dos nosso aprendizado coletivo.

Obrigada ao afetuoso e dadivoso escritor e poeta Rubens Jardim, por me lembrar o quanto sempre gostei de Gaiarsa, a quem fui apresentada por uma das primeiras mulheres questionadoras( na época rebelde , mesmo) que admirei, minha prima e cientista social Milta Dias. Falo do José Angelo Gaiarsa, escritor , psicoterapeuta e psiquiatra, professor, enfim a este homem revolucionário, de imenso valor, que, por exemplo, introduziu o corpo nos tratamentos psicoterápicos em uma série de experimentações de cura. Gaiarsa e Roberto Freire estão entre os homens, que me apaixonaram na vida. Quanto ao Rubens, te convido, caso ainda não conheça, a visitar seu site (www.rubensjardim.com) e sentir o perfume da sua força.

meus beijos à todos, porque todos são "parideiras" e "parideiros" de seus sonhos, atitudes e ideais...todos que geram vida. Que saibamos cultivar nosso pai/filho e espírito santo , também chamado tempo, com o mesmo encanto que as mães costumam semear sorrisos em boquinhas banguelas

Domingo, 4 de Maio de 2008

ENQUANTO

"Só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?????!!!!
Não esquecer que, POR ENQUANTO, é tempo de morangos.
sim!!! (Clarice Lispector...aprendendo a viver)
É tempo de morangos.É tempo de viver!!!!!!

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Gente olha que homenagem mais perfeita de lindeza, que o Luiz do blog Imperfeito fez para mim. Obrigada!!!!

Para a Carol do Sob o Céu de Carol , pela beleza que transmite em seus deliciosos textos, pela sábia forma de ver o mundo, por estar proxima do pensamento yogue.

Pensamento: "Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende." - Leonardo da Vinci

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

UM VIVA PARA KARIN!!!!!!!!!!



A menina moça Karin...cheia de graça......


Hoje minha família comemora o nascimento da minha irmãzinha do meio. O recheio da casa. Nosso chocolate. Sim, a parte que faltaria se não houvese, porque eu e Moniquinha ( a Mônica Montone) somos branquelas, mas ela veio com cor de canela. Essa mocinha, de 31 anos a partir de hoje, é porreta. É taurina das bravas e quando mete algo na cabeça, nem o diabo contesta. Ela ama, sem melar. Nunca teve medo de mudanças. Sempre tentou pegar a vida pelo laço e quando escorrega tenta outra vez. Ela cumpre suas metas, mesmo se , de certa forma paradoxal, souber que vai se arrepender depois. Na maioria das vezes, ela é filha da razão, mas tiveram muitas outras em que o coração entornou o caldo. Ela dança como ninguém. Tem aquele molejo sabe? Talvez porque esta seja uma de suas mais caras paixões e o que a gente faz por gosto quase sempre dá certo, d eum jeito ou de outro.
De seu jeito, com as suas demandas,nem sempre sãs, porque afinal quase nenhuma é, karin é uma filha exemplar, talvez a mais "gente grande da família". Karin Regina Montone é artista plástica autodidata, tem um trabalho incrível, delicado, dedicado. Você pode conferir no blog www.varaldasartes.blogspot.com ou no www.mexirica.blogspot.com.
Generosa de nascença , ela não sabe muito bem colocar preços nas obras que comercializa, então fique atento às liquidações...(risos). Ela manda sua encomenda via correio, para todo Brasil. Karin é tão meiga, as vezes, que não teria coragem de tomar para si as palavras da atriz Cacilda Becker ...”não me peça para dar a única coisa que eu tenho para vender”....
Ela é chorona de irritar. Até fala chorando as vezes mas não por ser fraca. Trata-se apenas do timbre dela no universo...assim um chorinho...
Enfim, a karin as vezes é uma mulher de antigamente. Não no sentido da submissão, mas em outros, a exemplo da vocação para cozinhar. Ela me ensinou a fazer um pudim de leite divino, dia desses. A sinhazinha também é meio envergonhada. Ela é tímida como uva doce , que guarda o melhor escondido e obriga a gente a espremê-la, para se deliciar. A karin é
demais!
Obrigada por existir em minha vida e me ensinar tantas coisas com suas palavras e ações, amiga. Você é guerreira. É uma mulher que sabe, por exemplo despedir-se, desapegar-se. de certa forma entende a transitoriedade de tudo, inclusive dos amores.
Parabéns querida irmã! Te amo viu? Sei que uma amizade mais íntima, se faz de reciprocidade e nós nem sempre estamos próximas para tanto, mas para o coração não há distância e eu te admiro muito. Você é imprescindível em nosso trio parada dura...as três Marias lembra???? Eu , você e Môniquinha. As vezes as saudades dos cheiros da infância matam a gente de uma sede , que água nenhuma - de agora - há de saciar....deu uma falta dos nossos aniversários de criança, dos presentes em cima das caminhas arrumadas com colchas de cachorrinho.....
A karin também é mãe do João Pedro há três anos. Ele é o segundo anjo que veio dos céus para iluminar minha condição humana aqui, por estar bandas...o primeiro é meu filhote. Essa dupla é meu refúgio , quando o peito aperta demais.
Eu a a Karin somos bem diferentes em algumas coisas e semelhantes em tantas outras...afinal somos irmãs e o que nos une, além do amor, é a concordância de que “Para cada homem há uma verdade diferente”..mestre DeRose (educador e codificador do SwáSthya Yôga)
Falando de amigos e nostalgia, aproveito para indicar o livro Aos meus amigos, que terminei de ler e inspirou a minissérie Queridos Amigos da Globo, da Maria Adelaide Amaral (Editora Globo). É bem bonito, como minha irmã do meio. Um beijo neguinha branca, da sua irmã.